sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Desaflição

Um tanque, um tanque!
Ali atrás ninguém te vê, se esconde e a hora que eu disser, Fogo!
Corre! Meu Deus! Sangue...

Caminha, caminha, não sente os pés.
Gastura, fome, tremedeira.
Igarapé, front, rifle, granada.

Pára-médicos! Médico!
Corre, respira, não dorme!
Se afastem! Toc, toc!

Boom, Pow, Crasht, Boof.
Cadafalso, verdadeiro.
Guerra sem guerreiro
Estátua de pé.

Morra.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sanguetrie

Salto, de olho no fundo, que não vejo.
Perco o medo, não olho de medo.
Caio, vejo, saio, ileso...

Dentro de mim, algo que desconheço.
Algo que sei bem, não contradigo.
É o subconsciente... Há.

Revelo me à luta, me oponho a mim,
correntes que estouram em desamor
Destituem a vida, atiram à vidraça o corpo.

Velozmente encontro o chão,
por sorte aterrisso em cima de mim mesmo.

Sou demônio de mim mesmo, anjo ileso.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Arte x Capital (Quem sou eu?)


É um sentimento de expressão tão intenso

Mas não me sobra tempo

O capitalismo selvagem me destrói por dentro


A arte na cidade

É uma necessidade

Pois a TV já estipulou de mais a falta de humildade


Amor, Dádivas.

Frustrações, Lástimas

Qual?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Depressão é:

Não saber o que quer, onde ir,
Não ligar pra o que está acontecendo.
Alimentar pensamentos fúteis.
Desprezar a condição humana.
Fazer-se vítima mesmo quando tem tudo.
Perder a esperança, esperar pelo pior.
Sem pensar nas dávidas que o caminho da luta lhe trará.
Perdão, não trará, o termo é ir buscar.
Mas na depressão, não se quer nada, nem algo bom.
As vezes anjos encarnados em amigos,
Alvejam sorrisos, beijos, afetos e conselhos.
Mas a negatividade, continua até que seja a hora,
De reestabelecer a conexão consigo mesmo.

Arte em alvejo

A labuta artística,
Necessitando balística.
Balas que esquivam,
balas que ficam.
Diagnóstico ateísta, monocromático, autista.
Vento seco, frio e calculista.
Há alegria e tristeza á vista.
Mas o caminho é quente,
Uma estrela ascendente,
Vielas, e ruas alegres.

terça-feira, 9 de julho de 2013

VENUENO

NOSSO PLANETA AVERSA
NO UNIVERSO DA CONVERSA
POSTE A NÁU DO PERSA
O VENENO DA CRENÇA

A SOMBRA TAPARÁ ATÉ O ÚLTIMO FEIXE DE LUZ
MAS É CLARO QUE AINDA ESTARÁ LÁ, A LUZ,
MESMO QUE NÃO POSSAMOS VÊ-LA EM ALGUM MOMENTO.
É PRECISO A CERTEZA DE QUE ELA NOS ESTARÁ VENDO.

CUIDE DE QUEM ESTARÁ A.O SEU L.A.D.O.

http://arredondado.blogspot.com

terça-feira, 14 de maio de 2013

Nunca houve. O presente é agora.

A desigualdade, a criminalidade e a ignorância sempre existiram, não foi criada por um sistema neandertal, como podemos estar tão errados se não conhecemos o que é certo? Estamos desenvolvendo nossos próprios paradigmas e conceitos, estamos melhorando, só esquecemos do que é liberdade e sensatez. Estamos presos no passado e cegos pro futuro.

Procuramos cegamente a revolta. Deveríamos planejar e trabalhar em cima do progresso em conjunto.
Chega de ladainha, vamos trabalhar.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

ANIMAIS RACIONAIS


O sistema fechou as asas do povo a ponto de ser impossível voar sem dinheiro.
O dinheiro fechou o povo a ponto de ser quase impossível fazer algo sem ser remunerado.
Agora o povo se revolta, pois não acha justo alguns terem tanto e outros terem tão pouco, os ricos se exibem, os pobres sonham até a ilusão se tornar um desejo maquiavélico, ou até lhe corroer as esperanças.
Esquecemos do mérito, repudiamos a Terra e parece que ninguém reparou que não há riqueza abundante para todos, pelo contrário, a riqueza (ganância) é o motivo da desigualdade.
Não há sabedoria, economia e sustentabilidade. Há consumo, descaso e um desejo súbito de ser feliz, garantido pelos comercias de tv.
E para garantir toda essa "felicidade", o minério, a fauna e a flora da Terra se definham em nossas poderosas mãos.
Hoje temos todo o conhecimento do mundo, fácil acesso a informação, tecnologia de ponta, mão de obra qualificada, mentes igualitárias e sustentáveis, ambientes de trabalho respeitáveis, estudiosos mais do que dedicados, uma ciência aplicada nos mínimos detalhes e muitas outras coisas boas e necessárias para um progresso sustentável, mas a nossa cobiça é tão grande, tão intensa, que não existe desejo de mudança por um ambiente melhor, não existe vontade de se livrar do luxo supérfluo antes de aproveitá-lo o máximo possível, não há forças suficiente em nossos âmagos para enfrentar a realidade do mundo e se adaptar como o que realmente somos, a alienação é tão grande que esquecemos o que significa: ANIMAL RACIONAL!

terça-feira, 7 de maio de 2013

Análise conterrânea

Os gênios de ontem, auxiliam os gênios de hoje, que auxiliam os gênios de ontem.
Porém, os ignorantes imaginam a genialidade de um modo intangível, quando na verdade muitos do que se dizem leigos são mais gênios que alguns ditos por aí.
Pois como já li em algum lugar...°°°A sabedoria está na simplicidade...°°°
Saber é como segurar o vento.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Pensamento mastigado

Nós somos você, alguém, menos ninguém....
Eu somos nós, quando ouve a própria voz.
Maluquice... Maluquice?
Pera lá, basta analisar... 
O universo é um só,
Fora dele não estou.
Sinto tudo ao meu redor, 
Estou junto ao invés de só.
Somos todos a mesma coisa,
Rodopiando calada.
Somos ela, eu e você, só não podemos ser nada.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

DENTRO

DENTRO DO ABSTRATO
IMÓVEL E RETO,
HÁ ENERGIA SE MOVENDO
NO VAZIO DO CONCRETO.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Bem estar

Cantar sem ouvir a própria voz
Dançar sem ouvir nenhuma música
Um alumbramento acalma
O desenvoltório da alma
Um abraço imaginário
Um carinho bem pensado
Esperança fatal
Do nosso instinto animal
Desinibe a voz
Do pensamento...

domingo, 11 de novembro de 2012

Giz

Anfíbio bastardo filho de um pouco hábil
Introspectivo grazio, sei bem que o que sei, serei.
Serei quem sei somente se imaginei, sim.
Serei, se me importo ópio, estarei sóbrio, no vácuo.
Imagine as vírgulas todas trocadas...
Especulação de mais... Muita malícia...
Pense no chão subindo, voando.
Pense na terra derrapando.
É ópio de mais.
Amor finamento, p/a dor tura...
Segue a seco o sangue fresco, esfria.
Magina, Ave Maria!


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Lástima

Estou sentado no quintal
Sob o concreto que me enrijece
Ouço pardais e música
Sou monstro de mim mesmo

Muitas palavras
Nas palavras
Outras palavras
Pra um único sentimento
Que não cabe no papel
Rasgo os versos
Sei bem
Tudo de mim
Ultimamente
Vago só
W
Y



Nada

Quando estou tranquilo sinto isso
Quando em paz, sigo sorrindo
Na tristeza e na alegria
Com a certeza
De que tudo tem um belo fim
Que o entendimento
É o fundamento da sabedoria
Que o erro é o princípio do acerto
Bem como a saúde no trabalho
Minha estupidez, 
É menor que o amor que trago no coração
Carinho
Que consigo sentir, tendo ou não.
Se tenho sorrio, se não entristeço.
Mas o caminho do amor
É o caminho mais bonito
O sacrifício que é amar
Espero, sóbrio.
Jesus

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Carne

No verso da criação
Há tinta que se borra
Contrai os anseios
Em vícios e manias
No adorno do espírito
Que esconde as doenças
Na carne que prolifera
Nas algemas da Terra
Imunidade não há
Esperança há de faltar
No tronco a marca da corda
Que na areia me incomoda
No dorso a tatuagem
Na pele a doença de não ser
O tratamento é delongado
Cura-se em viver
Vive curando
Amargo
Tenha fé

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

No fundo

Dentro existe um porquê
Dentro do corpo que se vê
Porque dentro ninguém vê
Por isso não existe porquê.

domingo, 30 de setembro de 2012

Convexo

Estalos tactos
Prados compactos
Carambolas cactos
Variantes do ambiente
Matrizes independentes
Dispersas no horizonte
Aceitar a síntese
De calar os cuidados
Vai se foder
Merda

Impacientes mudos
Presos por um segundo
Interiorização estranha
Claros revigorados
Fortes
Abraços

Amém

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Pós-guerra, gelo e solidão.

Com gelo, sê luz.
Sê, se sem gelo
Ainda sim
Você

Verás a cidade destruída
Numa felicidade
Tomarás o rumo para lugar nenhum
Para a selvacidade.

Encontrarás o leito do rio
Sujeitar-se-a infecções
Mas se não existem mais bombas
Se não existem facções.

O carvão que aquecia, filtrará
A boca que comia fechará
Os olhos que se espantavam
O rosto que limpava
A vida que levava
Estará aqui
No oco
De ser.

Ver
Aquém
É preciso
Pra acreditar
Que além do passado
Já houveram outros em seu lugar.

Na rotina do nada
Na procura por nada
Na captura viva
Encurralado vai estar.

Das pobres profecias
Sussurradas no ouvido
Por aqueles que dormiam
Nada mais lhe restará.

Aquém do além
Sem eu e sem ninguém
Reaprender a amar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Expressando

Sem pudor, sem medo, só o receio do erro.
Cuidado
Todo poder acompanha responsabilidade
Toda luz se mirada no olho pode cegar
A fração que sustenta o âmago, também pode nocautear.
O descaso é o ponto principal
A veracidade visceral é o necessário para amanhã,
Ser normal.
O som do coração, a cólera da revolta, não é animal,
Ao menos racional, é o desgosto pelo descaso.
O gosto pelo bem, pede a indulgência zen.
O acordo do céu é servir e aguardar.
Se a cólera te pegar, corra
Se te encurralar, liberte-a, só pode neste mundo.
Arrependa-se, errar é necessário. As vezes.
Tudo é relativo, mas algumas coisas, não mudam.
A verdade, não deixará de ser verdade, se deixar, nunca o foi.
A maldade é o silêncio da bondade...
A mentira o silêncio da verdade.